Gestão eficiente em saúde. Todos os dias, independentemente da atuação profissional, tipo de serviço ou complexidade é comum ouvirmos frases do tipo:
• “Os médicos são resistentes e não querem fazer nada”;
• “Na saúde os profissionais são resistentes às inovações e não querem mudar”;
• “Temos uma batalha oculta entre gestores e equipes assistenciais para o alcance dos resultados”;
• “Muitos profissionais buscam burlar o sistema para que suas entregas estejam em conformidade”;
• “Temos três instituições em uma: em horário comercial, no período noturno e aos finais de semana”;
• “Aqui tudo é mascarado quando passamos por auditorias.
Quando estas afirmações são analisadas fica fácil concluir que o problema central encontra-se diretamente relacionado à baixa eficiência ou ausência absoluta de gestão desses serviços, problema muito mais comum e habitual do que se imagina.
Um primeiro questionamento que faço a você leitor é: quantas vezes você viu planos serem meticulosamente estruturados, porém, sequer saíram do papel? Ou então quantas vezes esses planos não surtiram efeito, sendo construídos por uma única pessoa, geralmente grandes especialistas, que os tratou de maneira vaga e generalista, sem qualquer entendimento da individualidade do serviço e/ou da inclusão e participação dos profissionais presentes no dia a dia para a busca por soluções viáveis à realidade local?
Sabemos que a saúde vive um momento de transição e de grande transformação. É notório o investimento das organizações almejando um controle organizacional cada vez maior. De um lado temos uma grande onda voltada à transformação digital, crescendo em todo o setor, e de outro, a profissionalização da gestão eficiente em saúde, que busca por profissionais aptos a trazerem uma melhor atuação das equipes, um melhor ambiente de trabalho, o alcance das metas definidas e dos melhores resultados.
O controle dos processos pelas organizações é uma evolução que muito tem a agregar, desde que não se sobreponha à atuação do profissional de saúde, o que poderia interferir diretamente no cuidado, levando a um prejuízo ou dano direto ao paciente.
O entendimento de propósito e a conexão dos profissionais considerando suas percepções e distintas formações é fator-chave para que possamos criar um elo de segurança e evoluir dentro de um modelo ainda tão enrijecido, burocrático e hierarquizado.
Para uma gestão eficiente em saúde de excelência, a lógica organizacional deve ser sinérgica à lógica profissional, não podendo ser conflitante ou considerada oposta, como muitas vezes é dita e até mesmo trabalhada em muitos serviços.
Da mesma forma não se pode ter um olhar totalmente voltado à produção, algo muito comum nos dias atuais, com uma pressão cada vez maior para se atingir metas de produção, sem levar em consideração o contexto, a situação, os profissionais, ou mesmo os processos institucionais.
É importante levar em consideração todas as influências organizacionais diante da atuação profissional, de tal modo que as metas e os objetivos traçados sejam compreendidos, e assim construídas relações de parcerias em vez de resistência, ou mesmo do “burlar” das regras.
Por mais que tenhamos uma fragmentação profissional cada vez maior na saúde, torna-se absolutamente possível que essa divisão de trabalho seja extremamente produtiva, desde que planejada e aplicada de maneira inclusiva. Afinal de contas, organizar e gerenciar são atividades estratégicas que necessitam fazer parte do cotidiano dos gestores e profissionais, não devendo ficar restritas apenas à equipe administrativa.
O problema do conflito de valores nos negócios é dinâmico, mudando a cada dia, motivo pelo qual os líderes e gestores do setor devem ser capazes de buscar alternativas e refletirem constantemente sobre seus próprios valores, bem como os das organizações representadas.
Sabemos que muitas dessas habilidades podem ser desenvolvidas, destacando-se:
• Adaptação às mudanças;
• Agilidade mental;
• Apoio psicológico;
• Construção de equipes colaborativas;
• Construção de ambientes de trabalho positivo;
• Identificação de multiplicadores.
Todas essas habilidades quando reconhecidas como valores centrais pela organização possibilitam a criação de um ambiente colaborativo, onde não existe o certo ou o errado, mas reconhecendo as diferentes perspectivas, opiniões e pontos de vista. Ainda, identificando diariamente novas oportunidades de melhoria, o que facilita uma maior integração entre os profissionais junto ao sistema para o entendimento e alcance das metas e do sucesso organizacional.
Publicado por Dr. Bruno Cavalcanti Farrás, médico, cofundador e CEO da BFarrás Health Solutions. Executivo com experiência em posições de liderança, atuação estratégica, projetos de inovação, transformação digital, integração de redes de atenção à saúde, desenvolvimento de relacionamento com entidades nacionais e internacionais, além de forte envolvimento e conhecimento dos principais grupos, operadoras, instituições de saúde, agências reguladoras e sociedades médicas do nosso país. Amplo conhecimento no planejamento e gestão de serviços de saúde, implantação de sistemas de gestão da qualidade, planejamento estratégico, processos críticos, gestão de riscos, gestão de corpo clínico, desenvolvimento de times de alta performance e protocolos médicos assistenciais.
Na BFarrás Health Solutions trazemos soluções de excelência para uma gestão eficaz e sustentável. Trabalhamos quatro frentes: Assessoria & Consultoria, Health Academy, Mentoria Profissional e Workshops.
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