Um tema bastante recorrente nas organizações de saúde envolve a desarmonia entre a estratégia definida e sua operacionalização. Trazer o entendimento integral dos objetivos e metas a todas as áreas (estratégica, tática e operacional – lideranças colaborativas) é um grande desafio, cada vez mais importante para a sustentabilidade e sobrevivência do negócio, assunto do artigo que trago esta semana.
Na saúde, a complexidade do setor é cada vez maior, tanto que atribuições como mapeamento e mitigação de riscos, aprimoramento de processos, melhoria da qualidade assistencial e redução de custos já podem ser consideradas tarefas de todos. Isso traz à tona a necessidade de integrar a colaboração e a inovação ao dia a dia dos profissionais e das organizações.
A compreensão e o uso coerente de recursos, sejam eles para a melhoria da prática clínica, da qualidade ou da integração de processos, são fatores-chave para o sucesso. Muito mais do que ideias, o processo de construção e transformação organizacional só pode ser realizado por pessoas, responsáveis em liderar esse movimento e trazer uma reflexão ainda mais profunda sobre as atuais práticas, tendências e caminhos a seguir.
A grande questão agora é: como mudar o modelo mental que boa parte das vezes está enraizado dentro das organizações?
A mudança do modelo mental é inviável sem a participação ativa e concisa da alta administração. Tudo isso requer um planejamento criterioso, principalmente no que envolve a mudança de entendimento, antes focada no resultado individual e agora no resultado coletivo, por meio do aprendizado colaborativo.
O aprendizado colaborativo tem como foco os resultados do grupo, o que permite dizer que o ambiente de trabalho, as habilidades interpessoais, transparência nas informações e uma comunicação direta e assertiva passam a ter fundamental importância no atendimento de melhores resultados, assim como na resolução de conflitos, problemas e construção de uma cultura sólida e justa.
Construir as competências necessárias para impulsionar essa mudança significa dizer que as áreas administrativa, financeira, assistencial e de recursos humanos deverão trabalhar em harmonia na definição de metas e objetivos comuns. O entendimento da realidade por meio dessa visão multifacetada propiciará a entrega de resultados diferenciados para a organização, ja que o desempenho das organizações está diretamente relacionada ao desempenho das pessoas e da capacidade em coletar, medir e analisar dados.
Melhorar os resultados em saúde requer novos modelos de gestão estruturados em torno das necessidades do setor.
Um dos grandes fatores de sucesso e que deverá ganhar ainda mais destaque ao longo dos próximos anos, não só na escolha de cargos de liderança, mas de profissionais de maneira geral, são as chamadas soft skills, ou seja, habilidades que envolvem a personalidade individual e o comportamento profissional em detrimento às competências técnicas acrescidas ao currículo (hard skills).
É fato que lideranças colaborativas são grandes diferenciais no alcance de resultados, trazendo maior entrosamento e entendimento do propósito organizacional para os profissionais e suas equipes. Responder às novas demandas, expectativas dos usuários e demais players só será possível com a participação de todos e um olhar voltado ao interesse coletivo com a definição de estratégias dinâmicas e flexíveis. Investir em lideranças colaborativas e no desenvolvimento desse tipo de habilidade é um composto primordial para atingir maior integração entre as equipes, permitindo assim o preenchimento de lacunas existentes e possibilitando uma maior sinergia entre as áreas.
Publicado por Dr. Bruno Cavalcanti Farrás, médico, cofundador e CEO da BFarrás Health Solutions. Executivo com experiência em posições de liderança, atuação estratégica, projetos de inovação, transformação digital, integração de redes de atenção à saúde, desenvolvimento de relacionamento com entidades nacionais e internacionais, além de forte envolvimento e conhecimento dos principais grupos, operadoras, instituições de saúde, agências reguladoras e sociedades médicas do nosso país. Amplo conhecimento no planejamento e gestão de serviços de saúde, implantação de sistemas de gestão da qualidade, planejamento estratégico, processos críticos, gestão de riscos, gestão de corpo clínico, desenvolvimento de times de alta performance e protocolos médicos assistenciais.
Na BFarrás Health Solutions trazemos soluções de excelência para uma gestão eficaz e sustentável. Trabalhamos quatro frentes: Assessoria & Consultoria, Health Academy, Mentoria Profissional e Workshops.
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