A Era da Conexão na Saúde: Transformação Digital e Novas Tecnologias Impulsionando Resultados

Vivemos na era da conexão, o que permite dizer que na saúde transformação digital e as novas tecnologias permitirão uma interação nunca antes vista. Os benefícios dessas mudanças poderão ser observados nas relações entre organizações, profissionais, e na própria interação com o sistema, tornando-os mais próximos, adaptáveis e personalizados.   

Tudo isso tem grande influência em nossa sociedade, mudando a percepção e o entendimento a respeito das necessidades, oportunidades, e no próprio comportamento humano, atribuídos à agilidade no compartilhamento de informações, na estrutura dos serviços e na tomada de decisão. 

Na saúde, a transformação digital já é uma realidade e, considerando a complexidade desse setor, o desafio é ainda maior, visto que a capacitação e o desenvolvimento de pessoas são incipientes quando comparados ao grande avanço tecnológico ocorrido ao longo desses últimos anos (era da conexão). 

Para se ter uma ideia, quando o assunto é a coleta e análise de dados, a tecnologia já consegue trazer essas informações, mesmo que ainda de maneira fragmentada e com muitas oportunidades de melhoria, enquanto sua análise qualitativa e aplicação no dia a dia por profissionais habilitados ainda é bastante frágil e feita por poucos. 

Nessa nova era, para a definição das novas estratégias nos negócios, é indispensável que os gestores incluam os programadores e utilizem a tecnologia a seu favor na resolução de problemas crônicos, entre os quais destaco: 

Acesso restrito e pouco envolvimento dos principais atores: a tecnologia e as novas formas de trabalho como a telessaúde, possibilitam um maior acesso aos serviços, além de trazer aos usuários informações voltadas à promoção da saúde e a prevenção de doenças, fatores críticos para de evitarem agravos a saúde e desafogarem o setor terciário; 

Baixo engajamento: os profissionais precisam estar constantemente motivados para que estejam dispostos e comprometidos a desempenhar um papel ativo e transformador nas mudanças e adaptações necessárias; 

Ambientes de trabalho não produtivos: a criação de ambientes de trabalho colaborativos requer a participação ativa de todos e a tecnologia tem muito a agregar na comunicação, entendimento de papéis, responsabilidades e entregas; 

Tomada de decisão baseada em percepção: ainda hoje é muito comum a decisão baseada em percepção por parte de gestores, líderes e profissionais. O planejamento e a definição de estratégias beneficiam-se muito com o respaldo da tecnologia, já que aproximam o acesso às informações sensíveis que muito ajudam na tomada de decisão, tornando-as mais rápidas e assertivas; 

Capacitação profissional: a tecnologia digital poderá auxiliar muito na capacitação profissional e dos próprios usuários. Desenvolver habilidades comportamentais – soft skils, tornam-se grandes diferenciais, possibilitando uma relação mais próxima, personalizada e orientada pelas necessidades do usuário para a utilização coerente dos recursos existentes; 

Segurança da informação: garantir a segurança no armazenamento, compartilhamento e transparência no que tange às intenções no uso destes dados. 

A resolução desses pontos trará processos mais eficientes, precisos e seguros para a entrega de serviços de excelência e capazes de atingir as “novas” expectativas dos usuários e da sociedade como um todo. 

A era da conexão na saúde possibilitará conhecer melhor e mais a fundo seus usuários. Em contrapartida, isso exigirá um cuidado ainda mais individualizado, direcionando as reais necessidades do usuário e considerando suas preferências. 

Já é possível observar grandes mudanças em curso no sistema com base nos avanços da tecnologia, mas ainda nota-se pouca movimentação frente ao desenvolvimento de pessoas e ambiente colaborativo, o que impacta diretamente nos resultados assistenciais e financeiros. O levantamento de informações relevantes e a atuação com rapidez e flexibilidade por parte dos líderes e gestores trará melhores resultados, assim como a projeção de tendências para melhorar a forma como a assistência é conduzida. 

Com custos que excedem as provisões, mudança do perfil demográfico decorrente do envelhecimento populacional e, consequente transformação da pirâmide etária, soluções baseadas em dados que beneficiem prestadores e usuários tornam-se prioridades na busca por maior agilidade e assertividade na tomada de decisão, e consequentemente criação de melhores fluxos de trabalho e ambientes colaborativos na era da conexão em saúde.

Publicado por Dr. Bruno Cavalcanti Farrás, médico, cofundador e CEO da BFarrás Health Solutions. Executivo com experiência em posições de liderança, atuação estratégica, projetos de inovação, transformação digital, integração de redes de atenção à saúde, desenvolvimento de relacionamento com entidades nacionais e internacionais, além de forte envolvimento e conhecimento dos principais grupos, operadoras, instituições de saúde, agências reguladoras e sociedades médicas  do nosso país. Amplo conhecimento no planejamento e gestão de serviços de saúde, implantação de sistemas de gestão da qualidade, planejamento estratégico, processos críticos, gestão de riscos, gestão de corpo clínico, desenvolvimento de times de alta performance e protocolos médicos assistenciais.

Na BFarrás Health Solutions trazemos soluções de excelência para uma gestão eficaz e sustentável. Trabalhamos quatro frentes: Assessoria & Consultoria, Health Academy, Mentoria Profissional e Workshops.

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