Redesenho dos Processos e Cultura Organizacional: Superando a Omissão na Saúde

Os novos modelos de negócio, formas de trabalho e as diferentes expectativas dos profissionais e usuários têm se tornando cada vez mais importantes na estruturação dos serviços de saúde, geração de valor e construção da cultura organizacional. A omissão na saúde não tem mais espaço.

Há pelo menos 20 anos se discute na saúde que a maior parte dos erros resultam de falhas dos sistemas, processos e das condições de trabalho aos quais os profissionais são submetidos. Mas, passados 20 anos, qual o verdadeiro motivo pela pouca mudança observada?

Melhorar a qualidade das entregas, eliminar erros e a própria omissão na saúde requer líderes orientados a uma cultura organizacional dedicada à melhoria, e que concentre seus recursos nas estruturas, processos, pessoas e sistemas de monitoramento, capazes de mitigar riscos, diminuir falhas, trazer equilíbrio e tornar esse ecossistema justo, viável e acima de tudo sustentável.  

Inúmeros fatores corroboram para essa realidade, mas acredito que o principal é o desenho atual do sistema, caracterizado pela fragmentação, com atenção exclusiva a eventos agudos, visão voltada à intervenção, financiamento baseado na produção e pouca atenção à força de trabalho, integração multiprofissional ou ao próprio cuidado centrado no paciente. 

Por esse motivo, o redesenho dos processos com foco nas pessoas e no ambiente da prática profissional é fundamental para a entrega de uma assistência qualificada, segura e capaz de atingir as expectativas dos usuários.  

O maior equilíbrio entre os diferentes níveis de atenção, mudando o foco do agravo para a promoção à saúde e a prevenção de doenças, com uma atuação voltada aos determinantes sociais da saúde e ao financiamento baseado na geração de valor é uma das formas possíveis capazes de trazer maior integração, participação de todos e menor ocorrência de eventos. 

Enquanto gestores e líderes favorecerem apenas a inovação de produtos, com pouca atenção aos processos de trabalho e as pessoas, o mau desempenho das organizações e a omissão na saúde se manterá, assim como a incapacidade de gerir as operações, visto que esse imenso desequilíbrio perpetuará a ocorrência de erros ou mesmo a possibilidade de evitá-los, sem que haja qualquer aprendizado organizacional ou perspectivas de mudanças para um sistema sustentável com foco na saúde da população. 

Publicado por Dr. Bruno Cavalcanti Farrás, médico, cofundador e CEO da BFarrás Health Solutions. Executivo com experiência em posições de liderança, atuação estratégica, projetos de inovação, transformação digital, integração de redes de atenção à saúde, desenvolvimento de relacionamento com entidades nacionais e internacionais, além de forte envolvimento e conhecimento dos principais grupos, operadoras, instituições de saúde, agências reguladoras e sociedades médicas  do nosso país. Amplo conhecimento no planejamento e gestão de serviços de saúde, implantação de sistemas de gestão da qualidade, planejamento estratégico, processos críticos, gestão de riscos, gestão de corpo clínico, desenvolvimento de times de alta performance e protocolos médicos assistenciais.

Na BFarrás Health Solutions trazemos soluções de excelência para uma gestão eficaz e sustentável. Trabalhamos quatro frentes: Assessoria & Consultoria, Health Academy, Mentoria Profissional e Workshops.

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