Infraestrutura da Qualidade na Saúde: Governança, Sustentabilidade e Inovação em Tempos de Mudanças 

Em tempos de mudanças e desafios cada vez mais críticos na saúde, ter um sistema de infraestrutura da qualidade bem estruturado, ágil e que responda rapidamente as mudanças é um grande diferencial para organizações que buscam a excelência. O termo infraestrutura da qualidade é usualmente compreendido como a estrutura necessária e capaz de fornecer evidências plausíveis de que todos os serviços e produtos atendam aos requisitos definidos pelo mercado. Ela é a combinação exata de iniciativas, organizações, atividades e pessoas que asseguram não apenas o atendimento a esses requisitos, mas que também ofereçam confiança nas questões voltadas à governança e sustentabilidade na saúde, mostrando ser confiável, ético e transparente. 

“A qualidade é a nossa melhor garantia da fidelidade do cliente, a nossa mais forte defesa contra a competição… e o único caminho para o crescimento e para os lucros”.  Jack Welch 

Os principais componentes constituintes da infraestrutura da qualidade são: normalização, metrologia, modelo de gestão, regulações profissionais, regulações legais e a própria vigilância do mercado. Construir essa infraestrutura requer além de muita resiliência, o trabalho coordenado e harmônico entre eles, com atividades de avaliação de conformidade como ensaios, inspeções, certificações, acreditações e a fomentação da inovação com foco na viabilidade e no desenvolvimento sustentável do setor.   

Podemos dizer que a palavra inovação já não é utilizada exclusivamente em reuniões para atrair clientes ou negócios. Seu conceito e aplicação está definitivamente incorporado não só para a alavancagem, como também para a manutenção da posição de muitas organizações no mercado. Se analisarmos o curso da história, todo processo de inovação bem-sucedido resultou da interseção de quatro lentes, responsáveis em: 

  • Desafiar as Ortodoxias: o que você está fazendo importa? Quem são os beneficiários? Questionar a relevância e o valor de práticas, muitas delas enraizadas, e que já não tem tanto sentido; 
  • Permitir a Descontinuidade: quais recursos serão necessários para o cumprimento de determinada tarefa? Identificar padrões despercebidos; 
  • Entender as Necessidades: existem oportunidades não atendidas para a inovação entrar no mercado? Colocar- se no lugar do usuário; 
  • Identificar Competências e Qualidades – Identificar quais são as principais competências e habilidades requeridas? Trabalhar com força e entusiasmo o desenvolvimento do capital humano, já que nada se faz sozinho.

“Responsabilidade é o mínimo 

Inovação é o presente e o futuro”

A melhor maneira de gerar novos conceitos e estimular os profissionais a se adaptarem a tantas mudanças é trazer a inovação para o dia a dia da prática profissional. Dessa forma, deixamos de lado o plano da suposição e da oratória, para realmente fazer diferente e melhor.

A inovação nunca pode ser entendida como um problema de ideias, mas sim de aplicação, alocação de recursos e do próprio desenho da estrutura organizacional. Para que as mudanças surtam efeito e sejam duradouras, a cultura organizacional precisa ser aberta, inclusiva, flexível e positiva, dando a todos, independentemente do cargo exercido, direito de fala e sentimento de pertencimento para o processo, movimento e crescimento organizacional.

Quando abordamos o tema governança e sustentabilidade na saúde, não podemos deixar de citar as dimensões ambiental e social, consideradas também elementos-chave nesse processo, ja que para que um negócio seja sustentável é imperativo dizer que ele precisa ser economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente responsável. 

“A inovação não se desfaz do que veio antes; em partes, ela apenas transforma para melhor o que já existe”. Caroline Stempniak 

Para a adoção de novos padrões, novos dispositivos, novas abordagens, construção de ambientes de trabalho colaborativos e para o desenvolvimento de equipes de alta performance, as lideranças têm papel central nessa mudança. 

Se o século XIX foi o dos empreendedores, o século XX o da gestão, o século XXI tende a ser o da ESG – Environmental, Social and Governance, onde através de um conjunto robusto e bem elaborado de regras e práticas, os agentes tornam-se responsáveis em incorporar considerações éticas, sociais e ambientais ao modelo de gestão, estimulando o raciocínio e a participação de todos. 

Essas mudanças requerem não apenas a inserção das capacidades tecnológicas, cada vez mais aprimoradas, mas de uma mudança nos valores e na mentalidade de executivos, gestores e líderes, responsáveis pela governança e sustentabilidade na saúde.

Publicado por Dr. Bruno Cavalcanti Farrás, médico, cofundador e CEO da BFarrás Health Solutions. Executivo com experiência em posições de liderança, atuação estratégica, projetos de inovação, transformação digital, integração de redes de atenção à saúde, desenvolvimento de relacionamento com entidades nacionais e internacionais, além de forte envolvimento e conhecimento dos principais grupos, operadoras, instituições de saúde, agências reguladoras e sociedades médicas  do nosso país. Amplo conhecimento no planejamento e gestão de serviços de saúde, implantação de sistemas de gestão da qualidade, planejamento estratégico, processos críticos, gestão de riscos, gestão de corpo clínico, desenvolvimento de times de alta performance e protocolos médicos assistenciais.

Na BFarrás Health Solutions trazemos soluções de excelência para uma gestão eficaz e sustentável. Trabalhamos quatro frentes: Assessoria & Consultoria, Health Academy, Mentoria Profissional e Workshops.

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