Impulsionando o Futuro da Saúde: Inovação e Crescimento Organizacional

Independentemente do setor, porte e atuação de uma empresa, o ritmo de mudanças e o dinamismo no mundo dos negócios é cada vez maior. Para se manter em um mercado cada vez mais complexo e competitivo, muitas organizações têm apostado no fator inovação como diferencial competitivo e da própria sustentabilidade.  

Na saúde isso não é diferente. Nota- se uma série de esforços com a criação dos escritórios da qualidade, experiência do paciente, geração de valor, entre outros, todos com foco na melhoria da assistência e na busca por um melhor equilíbrio entre os interesses da organização, seus investidores e o atendimento das expectativas dos usuários.  

Ao longo dos últimos anos, o olhar para a coleta e trabalho de dados de maneira integral e abrangente, levando sempre em consideração a interoperabilidade e o compartilhamento dessas informações nos diferentes tipos de serviços, gestores e profissionais, respeitando a legislação vigente a exemplo da Lei Geral de Proteção de Dados, tem ganhado bastante destaque e se tornado um grande desafio na saúde.  

Ainda vemos muitos serviços atuarem como organismos independentes, não integrados ao sistema e muitas vezes trabalhando de forma isolada na coleta de informações, como por exemplo no pronto atendimento, laboratório, setor de imagem, unidade de terapia intensiva e centro cirúrgico. Considerando a era digital que vivemos, isso não seria retrabalho? A interconexão e complementação de dados nos diferentes microssistemas traria aos profissionais, usuários e gestores uma maior riqueza de detalhes, e consequentemente um melhor e mais correto entendimento das particularidades, expectativas, contexto e ambiente do usuário, o que resultaria em uma maior agilidade, praticidade e assertividade não apenas  no planejamento, mas também na tomada de decisão e atuação dos profissionais,  na estrutura dos serviços e no desenho dos processos, assim como na integração entre todos eles. 

Organizações resistentes às mudanças ou mesmo aquelas que não acreditaram na força das inovações e transformações, mesmo que consolidadas em suas praças de atuação e práticas assistenciais, estão fadadas ao enfraquecimento e, muito em breve, é possível que sejam incorporadas por aquelas que souberam enxergar, emergir ou mudar no momento certo. 

A evolução da saúde mostra que organizações bem estabelecidas, mesmo com grandes investimentos voltados à tecnologia de ponta e informatização, ainda apresentam grandes dificuldades voltadas a processos simples como fluxos do trabalho e integração entre os profissionais. Por isso, a adoção da inovação como pilar da cultura organizacional é de tamanha relevância.  

A inovação como parte da cultura organizacional é um trabalho lento, gradativo e acima de tudo transformador, com início no próprio modelo de gestão, que agora deverá ser mais horizontal, inclusivo e participativo.  

De nada adianta trazer soluções prontas ou roteiros preestabelecidos, uma vez que além de não assegurar o sucesso, é possível que tenham sido desenhados para outras realidades, em contextos e momentos distintos.  

À medida que são identificadas oportunidades de melhoria, cabe ao gestor coletar o maior número de informações possíveis, principalmente daqueles profissionais da ponta, entender as diferentes realidades, políticas e o que busca a própria organização, para pouco a pouco atribuir aos profissionais ações necessárias na implantação de melhorias. Com o tempo isso trará empoderamento, autonomia e independência para a correção de outros problemas e também no estabelecimento das equipes autogerenciáveis, que tem esses princípios como fundamento básico – o gestor passa a ter um papel muito mais de direcionador estratégico do que de líder de operação, com profissionais mais proativos e muito mais resolutivos.  

Esse modelo traz aos profissionais um novo entendimento do negócio, seu papel, responsabilidades, proposta de valor e uma visão macro para o alcance das metas e resultados estabelecidos. Indiscutivelmente, a verdadeira singularidade dessa jornada está na inclusão da inovação na cultura organizacional e na tentativa contínua de adaptação às mudanças e novas demandas do mercado, algo que nos últimos três anos vimos que não é mais uma questão de escolha, mas de sobrevivência.  

Para que qualquer mudança seja aplicável o primeiro passo é identificar a necessidade de mudar. Estudo, planejamento, ousadia e desafio constante ao status quosão fatores-chave para o sucesso. Abaixo, listo alguns pontos que acredito ser de grande valia e necessários para que as mudanças sejam eficazes: 

•      Envolvimento da governança ao longo de todo o processo; 

•      Identificar que é preciso mudar e que será investido tempo nas pessoas, nos processos e na estrutura de forma gradual e transformacional; 

•      Desenvolver habilidades de aprendizagem nos profissionais para o trabalho em equipe e formação das equipes autogerenciáveis; 

•      Análise e redesenho de processos e fluxos de trabalho

•      Criação de um ambiente de trabalho positivo, ágil, adaptável e mais eficaz; 

•      Realinhamento da cultura organizacional, agora com a inovação como parte dela.  

A busca por um sistema sustentável revela a importância de se entender em tempo real as mudanças e o direcionamento de um sistema bastante complexo e cada vez mais dinâmico. Além disso, as novidades e a evolução digital, somada à interoperabilidade dos dados e ao desenvolvimento de pessoas deve ocorrer em paralelo, de maneira equilibrada para que as organizações estejam alinhadas e formando um ecossistema conectado, apto a mudar, inovar, melhorar e evoluir sempre. 

Transformar requer a habilidade de ser ágil no tempo e na hora certa para reagir às tendências, reavaliando as estratégias sempre que necessário. A cultura organizacional deve ser adaptável, porém, ao mesmo tempo, deve levar em consideração a preservação de seus valores, atributos que a tornam única. 

Publicado por Dr. Bruno Cavalcanti Farrás, médico, cofundador e CEO da BFarrás Health Solutions. Executivo com experiência em posições de liderança, atuação estratégica, projetos de inovação, transformação digital, integração de redes de atenção à saúde, desenvolvimento de relacionamento com entidades nacionais e internacionais, além de forte envolvimento e conhecimento dos principais grupos, operadoras, instituições de saúde, agências reguladoras e sociedades médicas  do nosso país. Amplo conhecimento no planejamento e gestão de serviços de saúde, implantação de sistemas de gestão da qualidade, planejamento estratégico, processos críticos, gestão de riscos, gestão de corpo clínico, desenvolvimento de times de alta performance e protocolos médicos assistenciais.

Na BFarrás Health Solutions trazemos soluções de excelência para uma gestão eficaz e sustentável. Trabalhamos quatro frentes: Assessoria & Consultoria, Health Academy, Mentoria Profissional e Workshops.

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